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35 e uma (quase) crise

Quando eu fiz 30 anos, me falaram que era normal "ter uma crise de idade", por causa de toda a simbologia da ocasião. No dia que eu fiz aniversário, eu estava de boa, bem feliz e contente. Só fui ter um tilt um tempo depois, mas nada demais, só uma ficha caindo sobre ter vivido três décadas. Coisa boba.

Porém dessa vez, já faz umas semanas que eu fico remoendo a frase "estou fazendo 35 anos". Meu aniversário é hoje e tô toda coisada... 

Enquanto o depois não chega

Engraçado pensar que meu último post aqui foi sobre constância e perceber que foi exatamente o que faltou neste blog (e no canal, na vida etc). Mas acho que todos nós concordamos que tá todo mundo, no mínimo, desgraçado da cabeça a esse ponto da pandemia.

A gente vai se agarrando a cada fiozinho de esperança; a cada foto dos amigos/familiares vacinando; a cada risada de criança, tudo isso só pra não ficar gritando com a cara no travesseiro toda noite. Tá certo que não há um dia em que eu não entre no Instagram e não queira matar pelo menos 4 pessoas diferentes que continuam viajando/aglomerando/saindo sem máscara, mas se nem isso me fizer começar a beber, nada mais fará.

Constância é melhor do que velocidade

Esse é um texto que eu tô remoendo desde o final do ano passado, pois essa é uma frase que eu tenho repetido desde setembro quase como se fosse um mantra: constância é melhor do que velocidade. E é engraçado que eu só tenha parado para terminar essa postagem depois de uma semana em que eu não consegui manter nem a constância, nem a velocidade, nem a organização básica da minha vida. rs

Sobre gostos e uma coisa levando a outra

Semana passada eu tive um sonho doido. Desses que a gente nem consegue explicar direito porque foi muito confuso e você só tem uns flashs de memória meio bagunçados. Mas me lembro de duas coisas:

1. o Harry Styles tava nele - e isso me fez ficar cantando Watermelon Sugar o dia inteeeeiro!

2. alguém (não era o Harry, mas não sei quem era) me dizia: "tudo o que você viveu te trouxe até aqui, não é incrível?"

Quase 50 dias

Amanhã completo meu 50º dia da quarentena. Tenho trabalhado de casa e acho que nunca fiz tanta faxina na vida quanto agora que vejo a poeira "pousando" nos móveis ao longo do dia. Respondo os e-mails e já tô pegando o aspirador. Também nunca tinha lavado as embalagens com água e sabão depois de chegar do mercado e quando foi que a gente achou que isso seria o novo normal das nossas vidas?

Por falar nisso, conversando com uma amiga há alguns dias, ela disse sobre como quer que as coisas voltem ao normal. Mas não sei se qualquer coisa voltará a ser como era antes dessa pandemia. Não digo que "todo o estilo de vida da humanidade irá mudar", mas talvez algumas pequenas coisas, quem sabe?

As pequenas coisas

Eu gosto de sapatos coloridos, de coisas com desenho de estrelas e de blusas com glitter. Não gosto de doces muito doces. Também não gosto de viajar de avião, mas não por ter medo de voar (não tenho medo). Meu problema é que enjoo em todos os meios de transportes existentes.

Não pensei em um título bom...

Eu queria muito escrever aqui mais vezes. Mesmo.
Hoje resolvi que faria isso enquanto o celular está em outro cômodo carregando.
Mas parece que sempre nos dias em que eu quero, eu não consigo.

Porque no fundo, no fundo, eu sempre escrevi sem precisar pensar muito. O que eu quero dizer sai muito mais fácil quando eu não fico tentando organizar meus pensamentos pra fazer sentido ou quando começo a reparar se estou repetindo as palavras - um hábito de uma matéria que eu tinha na faculdade, que descontava 0,25 pontos por palavra repetida no parágrafo. Aqui eu teria perdido alguns pontos tranquilamente, mas sou eu mesma que vou me dar nota quando terminar.

E de repente...

...eu pisquei e se passaram 10 anos desde que comecei com esse blog.
Era pra ser um local para eu escrever às vezes, "treinar" um pouco depois da formatura em jornalismo. Lembro de pensar que se eu não conseguisse um emprego na minha área naquele ano, nunca mais conseguiria. Eu, tão otimista, estava vendo a vida em cores bem confusas.

Tecnicamente eu nunca trabalhei com jornalismo.
Quero dizer... mais ou menos.
É meio confuso de explicar...

Trabalhei com assessoria de imprensa, trabalhei com comunicação em geral, mas nunca fui repórter (a Vitorinha de 8 anos chora). Também nunca fiz a pós em jornalismo literário que eu me prometi fazer depois de 1 ano formada (passou uma década, fiz outra graduação, mas a pós que era bom: niente).


nós

eu consigo digitar sem olhar pro teclado e mesmo assim tem dias que não consigo desfazer o nó dos dedos que me seguram.

crio frases desconexas umas das outras 

pulo

linhas

procurando

parágrafos

Querida eu

Você fez 30 anos ano passado e, de repente, começou a se questionar se sua vida é a vida que você quer manter. Você é grata por ela, mas sem esperar, começou a pensar se há outros caminhos.

Você que sempre se expressou tão bem, ficou sem saber o que dizer. Quais os desejos do seu coração? Essa tem sido sua pergunta principal.

Alcançamos tudo o que queríamos? Mas o que queríamos mesmo?
Sua cabeça virou um liquidificador e seu coração bate de um jeito tão devagar que a vida parece em câmera lenta. 

2018, que doidera

Falta um mês pra esse ano acabar, mas posso dizer que 2018 já acabou comigo - não de um jeito ruim. Completei 3 décadas de vida. Conheci a cidade com a qual sonhei nos últimos 17 anos. Aos 45 do segundo tempo fiz uma viagem a trabalho pra uma das minhas cidades preferidas. Minha sobrinha mais velha entrou na faculdade. Minha sobrinha mais nova, no ballet. Entreguei um TCC. E tô prestes a me formar numa segunda graduação.

Que ano doido. 

Você não precisa desse texto, mas ele é Seu

Esse texto é simples e até um pouco bobo, mas todo Seu.
Assim como eu.


julio

já faz uns dias que você chegou, julio.
e eu fiquei meio impressionada ("mas já?"), meio surpresa ("mas que demora!").
na verdade, eu nem sabia que podia te chamar de julio até semana passada.

mas pra ser sincera, acho que você me assusta um pouco, julio.
porque você aparece assim, de repente, e eu nunca me sinto preparada pra te receber.
e você é furacão, amigo: depois que você chega, o tempo parece que voa.


Pré-30

Quando fiz 18 anos, meu irmão mais velho me abraçou e disse: "Agora, a vida é uma ladeira".
Achei que era brincadeira, mas de repente tô com quase 30. Pré-30. 

29 anos e contando.


Com licença, obrigada

Meu próprio blog e me sinto uma estranha aqui.
Eu queria ter voltado a escrever desde o início do ano, mas não foi por falta de organização: foi por falta de vontade mesmo.

Às vezes eu sinto uma falta terrível de atualizar aqui e escrevo e apago tantos textos que daria pra publicá-los como uma pequena coletânea de crônicas.
Mas olho pra cada um deles e não gosto do que eles dizem. Os acho chatos e tediosos e desisto de todos...


Plenitudinis

Hoje me peguei dançando Uptown Funk enquanto tomava banho.
No ônibus, senti um cheiro gostoso e levei uns minutos até perceber que o cheiro vinha do meu próprio cabelo.
Depois, me peguei rindo com a atendente da Starbucks que elogiou meu batom.
E enquanto tentava andar rápido com minhas perninhas curtas até o escritório (pq estava atrasada. como sempre), me vi sorrindo pro nada.

Parece coisa de gente apaixonada e bem humorada, mas tenho reparado em como tenho me sentido em paz ultimamente. Só não vou dizer que isso é tão bom que dá até medo do que pode vir pela frente, pois sempre tento ver o copo meio cheio. hahaha

Oi. Tudo bem?

♪ Hello! It's me! 

A gente tem um blog pra escrever de vez em quando e quando vê, tá tudo largado há quase 4 meses.
Mas a verdade é que não tem nada de bacana acontecendo na minha vida pq eu passo minhas horas livres no sofá jogando x-box tem dias que é tudo tão corrido que mal dá tempo de pensar no próprio dia, quanto mais lembrar de escrever qualquer coisa.

Também não ajuda muito o fato de que estou obcecada apaixonada pelo Oscar Isaac e fico caçando .gifs dele sempre que tô com um tempinho livre. Ops!
mozão 

Dias cinzas

um poema bobo para um dia fuem

Deitar um pouquinho
Virar pro ladinho
Chorar um cadinho

Pensar um montão
Sem nenhuma conclusão
E desistir por exaustão


Encerrando ciclos

Faz tempo que eu não posto? Faz tempo que eu não posto.
Faz tempo que eu não gravo vídeo? Até que não, vai. Me dá uma moral.

A verdade é que tem tanta coisa acontecendo e ando só reclamando de cansaço e dor nas costas (como vocês podem reparar no twitter), que nem tema pra escrever eu encontro - acho que deveria escrever sobre o MasterChef, porque é a "coisa" mais animada da minha vida semana (até na tv meu tweet apareceu rs).

E olha que teve bastante coisa legal: tô estudando again; criei vergonha na cara e comecei a procurar um curso pra, finalmente, me dedicar ao inglês (a.k.a. minha cruz); mediei um evento com jovens autores; saí na VejaSP com outros amigos vlogueiros e comecei a planejar minhas férias (eeee! \o/).

Mas, entre tudo que me aconteceu nos últimos meses, minha "coisa preferida" tem sido encerrar ciclos.

Um conto em 6 linhas sobre o amor

Às vezes não são borboletas no estômago.
É má digestão.

Às vezes não é o príncipe encantado.
É meio sapo, meio pamonha.

Siga seus feelings
Você sabe mais. rs 
;)

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